Publico mas um texto de Flávio Gikovate , com o objetivo de nos trazer clareza para este mundo complexo chamado relacionamento. Por que príncipes viram sapos | |
Para entender por que nos decepcionamos com o ser amado, é preciso conhecer o processo de namoro: saber o que leva a nos encantarmos sentimentalmente com alguém. O que faz uma pessoa até há pouco tempo desconhecida se tornar tão indispensável para nós que não imaginamos mais a vida sem ela? Não há como responder integralmente a essa pergunta, mas algumas conclusões parciais podem ser úteis para cometermos menos erros. Em primeiro lugar, as pessoas se envolvem porque se acham incompletas. Se todos nós nos sentíssemos “inteiros” em vez de “metades”, não amaríamos, pois o amor é o sentimento que desenvolvemos por quem nos provoca aquelas sensações de aconchego e de algo completo que não conseguimos ter sozinhos. A escolha do parceiro envolve variáveis intrigantes, que vão do desejo de nos sabermos protegidos à necessidade de sermos úteis ou mesmo explorados. A aparência física ocupa um papel importante nesta fase, sobretudo nos homens, que são mais sensíveis aos estímulos visuais. Muitos registram na memória figuras que os impressionaram e que servem de base para criar modelos ideais, com os quais cada mulher é confrontada. Pode ser a cor dos olhos, dos cabelos, o tipo de seio ou de quadril. São elementos que lembram desde suas mães até uma estrela de cinema. As mulheres também selecionam indicadores do homem ideal: deve ser esbelto ou musculoso, executivo ou intelectualizado, voltado para as artes e assim por diante. Todos esses ingredientes incluem elementos eróticos e se transformam, na nossa imaginação, em símbolos de parceiros ideais. De repente, julgamos ter encontrado uma quantidade significativa de tais símbolos naquela pessoa que passou pela nossa vida. E nos apaixonamos. A fase de encantamento, no entanto, se fundamenta não só em aspectos ligados à aparência, mas também no que há por dentro. No entanto, uma outra situação pode ocorrer: conversamos com quem nos chamou a atenção e, devido à atração inicial e ao nosso enorme desejo de amar, tendemos a ver no seu interior as afinidades que sempre quisemos que existissem naquele que nos arrebata o coração. Por exemplo: um rapaz franzino e intelectualizado é visto como emotivo, romântico, delicado, respeitoso e pouco ciumento. A moça se encanta com ele e espera que ele seja portador dessas qualidades. A isso chamamos idealização: acreditar que o outro tem características que lhe atribuímos. Sonhamos com um príncipe encantado – ou com uma princesa ideal – e projetamos todos os nossos desejos sobre aquela pessoa. E, quando passamos a conviver com ela, esperamos as reações próprias do ser que idealizamos. Mas o que ocorre? É o indivíduo real que vai reagir e se comportar conforme suas peculiaridades. E é muito provável que nos decepcionemos – não exatamente por causa de suas características, mas porque havíamos despejado sobre ele fantasias de perfeição. O erro nem sempre está no parceiro, e sim no fato de termos sonhado com ele mais do que prestado atenção no que ele realmente é. Eis aí um bom exemplo dos perigos derivados da sofisticação da mente, capaz de usar a imaginação de uma forma tão livre que a realidade jamais conseguirá alcançá-la. Flávio Gikovate - Junho/2000 | |
DISSE JESUS : " Se eu não tivesse VINDO e não tivesse FALADO para eles,eles não seriam CULPADOS de pecados. Mas agora eles não tem nenhuma DESCULPA do seu próprio PECADO. " JOÃO 15:22
domingo, 11 de setembro de 2011
Porque Os príncipes Viram Sapos ?
sexta-feira, 2 de setembro de 2011
CONFIAR UM NO OUTRO , AMOR MADURO !
Confiar um no outro, essencial para um amor maduro
– Amor implica depender, estar na mão da outra pessoa. Por isso, amar alguém que não nos transmite confiança é ser irresponsável para consigo mesmo.
Poucos são os casais que vivem em concórdia, num relacionamento que crie condições para que ambos cresçam emocional e intelectualmente. Mas, porque existem alguns casais que vivem em harmonia, devemos nos empenhar para também fazermos parte dessa minoria privilegiada. Hoje quero me dedicar a um aspecto essencial das boas relações amorosas que é o desenvolvimento da confiança recíproca. Amar implica depender, estar na mão de outra pessoa. Ela tem, mais do que ninguém, o poder de nos fazer sofrer. Basta querer nos magoar que conseguirá isso, com uma simples palavra ou gesto. Se quiser nos fazer sentir insegurança, não terá problema algum. Fica mais do que evidente que, quando uma pessoa ama alguém que não se empenha em despertar a sensação de confiança e de lealdade, ela irá padecer muito. Irá se sentir permanentemente ameaçada, terá ciúme de tudo e de todos. Amar alguém que não nos passa confiança é, pois, uma irresponsabilidade para consigo mesmo. É uma ousadia, uma ingenuidade e uma grande demonstração de imaturidade emocional – ou sinal de que se tem satisfação com o sofrimento.
Em geral as pessoas se colocam nessa condição em virtude de terem se encantado com alguém que, de fato, não dá sinais de confiabilidade. Aceitam essa atitude egoísta do amado imaginando que seja uma fase, um período doloroso que irá passar com o tempo. Fazem tudo para demonstrar o seu amor, para cativar o outro e esperam que isso faça com que, finalmente, ele se renda, e também se entregue de corpo e alma à relação afetiva. Acaba se compondo uma espécie de desafio, em que aquele que não é confiável percebe que recebe mais atenções e carinho exatamente por agir dessa forma. Com isso se perpetua a situação e me parece bobagem achar que o futuro será diferente do presente. Afinal de contas, aquele que não se entrega ao amor, acaba sendo altamente recompensado por isso e não terá nenhuma tendência para alterar sua atitude.
Quando a “mágica” do encantamento amoroso não vem acompanhada da “mágica” da confiança a pessoa está posta numa situação muito difícil, na qual o sofrimento e insegurança serão as emoções mais constantes. E essa “mágica” da confiança de onde ela vem? De vários fatores, sendo que o primeiro deles depende do comportamento da pessoa amada. Não é possível confiarmos numa pessoa que mente, a não ser que queiramos nos iludir e tentemos achar desculpas para não perder o encantamento por ela. Não é possível confiarmos em pessoas cujo comportamento não está de acordo com suas palavras e suas afirmações. Aliás, quando o discurso não combina com as atitudes, penso que devemos tomar essas últimas como expressão da verdadeira natureza da pessoa. Não é possível confiarmos em pessoas que mudam de opinião com a mesma velocidade com que mudamos de roupa. É evidente que todos nós, ao longo dos anos, atualizamos nossos pontos de vista. Porém, acreditar em certos conceitos num dia – na frente de certas pessoas – e defender conceitos opostos no outro – diante de outras pessoas – significa que não se tem opinião firme sobre nada e que se quer apenas estar de bem com todo mundo. Amar uma pessoa assim é, do ponto de vista da autopreservação, uma temeridade.
A capacidade de confiar depende também de como funciona o mundo interior daquele que ama e não apenas da forma de ser e de agir do amado. Não são raras as pessoas que não conseguem desenvolver a sensação de confiança em virtude de uma auto-estima muito baixa. Desconfiam da capacidade que têm de despertar e conservar o amor da outra pessoa; se sentem inseguras, acham que a qualquer momento podem ser trocadas por criaturas mais atraentes e ricas de encantos. E, o que é mais grave, se sentem assim mesmo quando recebe, sinais constantes, coerentes e persistentes de lealdade por parte da pessoa amada. Nesses casos, não há o que essa criatura possa fazer para atenuar o desconforto daquelas, cuja única saída é um sério mergulho interior em busca de resgatar a auto-estima e a autoconfiança perdidas em algum lugar do passado.
Finalmente, para uma pessoa desenvolver a capacidade de confiar é necessário que ela seja uma criatura confiável. Costumamos avaliar as outras pessoas tomando por base nossa própria maneira de ser. Se nos sabemos mentirosos, capazes de deslealdade e de desrespeito aos outros, como ter certeza de que as outras pessoas não farão o mesmo conosco? Só aquele que tem firmeza interior, que tem confiança em si mesmo no sentido de respeitar as regras de conduta nas quais acredita, pode imaginar que existam pessoa em condições de agir da mesma forma. Se a felicidade sentimental depende do estabelecimento da confiança recíproca, ela será, pois, um privilégio das pessoas íntegras e de caráter.
www.flaviogikovate.com.br
domingo, 21 de agosto de 2011
O jogo da sedução sobre um olhar feminino! Por Nanamada!
Este texto foi um comentário de uma seguidora ilustre que tenho no twitter @nanamada e que possui um blog maravilhoso http://nanamada.blogspot.com/ sobre um texto de Flavio Gikovate.Como achei muito relevante o comentário decidi publicar.
Boa noite Non! Hoje tive um tempinho para pitaquerar sobre o texto de hoje. Bacana o seu tema. Acho tudo bem complexo e paradoxalmente simples e claro . O texto foi escrito por um homem, então vou dar minha visão feminina do que ele escreveu. Nos nossos modernos tempos, onde meninas de 10 anos são erotizadas as vezes pela própria mae que coloca nelas roupinhas sex e maquiagem de mulher adulta , que as deixam com aparencia de "anãs de programa" . Nos tempos em que os pais permitem que meninos e meninas pequenas vejam cenas de sexo ou simulaçao de sexo no lugar de ler um bom livro de aventura , a era da inocência infelizmente já se foi. Atrevidamente discordo em algumas coisas do Psicoterapeuta Flavio Gikovate,apesar de ser totalmente leiga na area de psicologia...Sobre o típico conquistardor:Todos nos somos conquitadores, o típico conquistador é o proprio ser humano. Do auto dos meus quase 48 anos , por experiencia de vida e observação, entendo que para ser justo, há que se pesar com o mesmo peso, para que o texto nao se torne machista. Sim, achar que somos fáceis de sermos enganadas e frageis é muito machista. Ao ler o texto , sub entendi que ele acha que nos mulheres somos pobres ingenuas, estúpidas e fácilmente enganadas , e os homens malvados, "espertos" , algozes , sem carater, ou "doentes mentais" , prontos para humilhar e vingar sua humilhação do passaodo,ou roubar o coração da donzela da torre, na qual de la ela nao pode ver o mundo, nem saber de seus perigos. Também, de uma certa forma todo adolescente , menino ou menina passa por alguma rejeição afetiva, a vida é assim. Precisamos aprender a lidar com frustração. Não sei quando o texto foi escrito mas o vi como uma visão bem medieval sobre homens e mulheres para nós que estamos em plena segunda década de sec XXI. Nós mulheres conquistamos um espaço e isso exige responsabilidade de nossas escolhas também. Em se tratando de homens e mulheres ,(pessoas adultas e hipoteticamente maduras ), de forma genérica e com raras excessoes,a não ser no caso de locais remotos da terra onde não há acesso a midia nenhuma,entendo que só é seduzido quem se deixa seduzir. Para que haja a sedução alguem tem que estar disposto, ou predisposto a seduzir e ser seduzido . È via de mão dupla. Nenhuma mulher urbanizada e adulta deve achar que um homem se aproxima dela somente com intenção de saber que livros de filosofia ela andou lendo ultimamente . Ele pode até usar essa desculpa, mas ...normalmente assedios masculinos são sim no final, de interesse sexual,( e é bom e natural que seja, a cada dia há menos homems se interessando por mulheres,hahaha! ) Não sou machista , nem feminista, apenas observadora do comportamento humano. Vivemos em um mundo de solitários, há uma grande quantidade de pessoas,mulheres em especial ,solitárias. Portanto,são pessoas pre-dispostas a encontrar alguem para preencher um vazio fisico,emocional,afetivo. Assm como há homens também solitarios . Muitas vezes porque se decepcionaram com um amor , ou por conta de suas constantes conquistas sem investir efetivamente em ninguem, passam de um braço para o outro vivendo amores frugazes e fugazes. No fundo são solitarios sazonais . Também nessas pessoas há um vazio. Os dois se encontram, um preenche o espaço que o outro esta procurando preeencher . O homem que esta procurando satisfazer necessidades urgentes ( sexual, vaidade, apenas compania eventual,seja la o que for ) da a quem quer satisfazer tb necessidades urgentes(um cineminha, uma saida pra jantar,momentos de carinho, flores...)etc e tal e se esquece que isso nao significa que o outro tenha que ficar. Alias, para ficar há que se ter relacionamento e só há relacionamento se há um despertar dessa vontade . Nós mulheres (muito homens também, pois ha as mulheres devoradoras de homens,rss) ,precisamos usar de nossa intuição e criar um filtro para nao sofrer. (continua) Há que se notar que normalmente ,desde o inicio, as pessoas dizem a que veio,se tem comportamento doentio como o acima citado pelo Sr.Flavio Gikovate, evitamos olhar, ou não nos ocupamos de perceber, de analisar,racionar...Costumamos fantasiar na ânsia de um relacionamento e antes de começar algo mais sério , de entregar de vez seu coração e vida, não investigamos como a pessoa se comportou com seus "ex-amores" . As vezes até se investiga e acha que o mudará, que "comigo vai ser diferente" blábláblá. È simples:Basta ver o historico pregresso do "meliante" antes de se imaginar entrando numa igreja e tendo uma ninhada de filhos,hahahaha Com raros casos, esses simples cuidados já nos livra de muito sofrimento. Não cair como mosca na teia do "conquistador(a)" depende de nós , do que deixamos disponiveis para o outro... Sobre auto-estima: sim, os homens precisam satisfazer sua auto-estima e nos mulheres precisamos valorizar a nossa. Se estivermos preeenchidas de amor próprio, não sera fácil um "bandido" qualquer roubar nosso coração,rsss Nao podemos esquecer que apesar da modernidade, os ser masculino, por natureza ,comportamento socio/cultural,memoria genetica, sei lah! ainda continua sendo o caçador e as mulheres a caça... No caso da conquista, não há vilão, os dois são responsaveis na mesma medida pelo que acontecer.... Minha falecida mae me ensinou algo quando criança que Jesus um dia disse e que carrego como bandeira na vida: "Sejais simples como a pomba e sagazes como a serpente" Bjs. Sabath Shalom! (Ih!falei demais ,rs)
quinta-feira, 11 de agosto de 2011
Poder Sensual da Mulher !!
Texto do Psicoterapeuta Flávio Gikovate: Reflexões sobre o feminino !
Quando publico estes textos,o objetivo é ajudar as pessoas a se conhecerem a partir do aspecto biológico !
As moças percebem que dispõem de um importante poder de atração sobre os homens já nos primeiros anos da puberdade e adolescência. Com o crescer dos seios e o arredondar dos quadris elas passam a chamar a atenção e a atrair um determinado tipo de olhar diferente daquele que estavam acostumadas a receber durante os anos da infância. Trata-se de uma descoberta complexa, que pode ser entendida como a que determina a perda da ingenuidade. A ingenuidade não é perdida, segundo creio, quando um menino ou menina descobrem como nos reproduzimos e sim quando percebem – e as meninas parece que saem na frente nesse aspecto – que existe um complexo jogo de poder entre os sexos e que a vida sexual não pode ser praticada com a simplicidade com que as crianças "brincam de médico". A descoberta do poder sensual por parte das moças leva muitas delas a um estado de timidez, de retraimento, sendo que algumas entram mesmo em pânico. Elas percebem que atraem os homens e isso as excita muito. Aquelas que sentirem medo da própria excitação, muito intensa e um tanto inesperada, ficarão totalmente inibidas naquelas situações propícias para provocá-los. O que farão? Tentarão minimizar seus poderes através do uso de roupas extremamente recatadas, ganhando peso, se tornando particularmente retraídas, etc. Na realidade, não aprenderam nem a "domesticar" seus impulsos sexuais e tampouco a instrumentalizá-los. Passam a sentir-se à mercê deles, ficam reféns de sua própria excitação, o que determina um estado de confusão psíquica capaz de gerar sintomas como os acima descritos, entre outros.
Um certo grupo de moças aprende a lidar com sua própria sexualidade; elas passam a ter controle sobre esse instinto e perdem o medo de serem "desencaminhadas" por causa dele. Tal temor era mais intenso no passado, quando eram muito intimidadas por seus pais quanto às peculiaridades do sexo. Hoje, ao contrário, as de 13 anos "ficam" com os rapazes da mesma faixa etária nas festas e, através dessa sadia experiência, vão aprendendo a sentir a excitação sexual sem medos e sem receio de perder o controle sobre si mesmas. Aprendem isso por meio das sensações tácteis que as trocas de carícias determinam; notam que a excitação determinada por olhares de desejo não são de natureza diferente, de modo que perdem a ingenuidade e parte do medo que eventualmente experimentaram pelo fato de terem crescido e se tornado atraentes, e com isso aprendem a lidar com sua sexualidade. Percebem que muitas moças podem usá-la como arma de sedução e de humilhação em relação aos rapazes, mas nem sempre seguem por esse caminho.
Um outro grupo de moças, nada pequeno, percebe o poder que elas têm aos olhos dos homens, o qual será tanto maior quanto mais forem capazes de se vestir e de se comportar de determinados modos que eles sintam como particularmente excitantes. A excitação que isso lhes causa pode provocar uma certa perturbação íntima, mas aprendem a sentir mais prazer em provocar o desejo do que em sentir qualquer tipo de excitação sexual que não seja aquela derivada do exercício da vaidade. Para elas, despertar o desejo dos homens, tê-los rendidos aos seus pés torna-se o mais importante. Nesse caso, existe o benefício simultâneo de dois componentes do processo: a vaidade e o desejo agressivo; o ingrediente vingativo e invejoso passa a participar ativamente do fenômeno sexual. Aliás, é por razões dessa ordem que ainda temos muito que pensar sobre a dramática associação, presente, em doses variadas, em quase todos nós, entre sexualidade e agressividade. Para tais moças, como regra as mais atraentes, o poder sensual se torna um instrumento de dominação, humilhação e uma arma muito poderosa. Sim, porque sabemos o quanto os homens são sensíveis a esse tipo de encanto.
Não posso deixar de registrar um importante subproduto derivado desses processos psíquicos tipicamente femininos e que têm a ver com o poder que, sem muito esforço, passam a ter a seu dispor. Surge uma importante e grave tendência, na maioria das moças mais atraentes, a se acomodarem na condição privilegiada que a natureza lhes criou. São muito bem-sucedidas socialmente, assediadas, convidadas para muitas festas e sempre muito bem recebidas pelos rapazes; tudo em virtude de suas propriedades inatas, de sua aparência física. Elas sabem que o mundo se curva aos seus pés, e que isso acontece mesmo que não façam nenhum esforço. Têm acesso ao que é tido como o que há de melhor sem ter que fazer outra coisa senão existir e se manter atraentes. Poucas são as que compreendem, na mocidade, que tais propriedades não durarão mais que umas poucas décadas e que seria importante que cultivassem outras prendas, tanto morais como intelectuais, capazes de gerar competências práticas que pudessem torná-las criaturas verdadeiramente independentes e produtivas. Julgam-se muito espertas porque têm tudo "de mão beijada" e não percebem que estão construindo um futuro muito sombrio para si mesmas.
Quando publico estes textos,o objetivo é ajudar as pessoas a se conhecerem a partir do aspecto biológico !
As moças percebem que dispõem de um importante poder de atração sobre os homens já nos primeiros anos da puberdade e adolescência. Com o crescer dos seios e o arredondar dos quadris elas passam a chamar a atenção e a atrair um determinado tipo de olhar diferente daquele que estavam acostumadas a receber durante os anos da infância. Trata-se de uma descoberta complexa, que pode ser entendida como a que determina a perda da ingenuidade. A ingenuidade não é perdida, segundo creio, quando um menino ou menina descobrem como nos reproduzimos e sim quando percebem – e as meninas parece que saem na frente nesse aspecto – que existe um complexo jogo de poder entre os sexos e que a vida sexual não pode ser praticada com a simplicidade com que as crianças "brincam de médico". A descoberta do poder sensual por parte das moças leva muitas delas a um estado de timidez, de retraimento, sendo que algumas entram mesmo em pânico. Elas percebem que atraem os homens e isso as excita muito. Aquelas que sentirem medo da própria excitação, muito intensa e um tanto inesperada, ficarão totalmente inibidas naquelas situações propícias para provocá-los. O que farão? Tentarão minimizar seus poderes através do uso de roupas extremamente recatadas, ganhando peso, se tornando particularmente retraídas, etc. Na realidade, não aprenderam nem a "domesticar" seus impulsos sexuais e tampouco a instrumentalizá-los. Passam a sentir-se à mercê deles, ficam reféns de sua própria excitação, o que determina um estado de confusão psíquica capaz de gerar sintomas como os acima descritos, entre outros.
Um certo grupo de moças aprende a lidar com sua própria sexualidade; elas passam a ter controle sobre esse instinto e perdem o medo de serem "desencaminhadas" por causa dele. Tal temor era mais intenso no passado, quando eram muito intimidadas por seus pais quanto às peculiaridades do sexo. Hoje, ao contrário, as de 13 anos "ficam" com os rapazes da mesma faixa etária nas festas e, através dessa sadia experiência, vão aprendendo a sentir a excitação sexual sem medos e sem receio de perder o controle sobre si mesmas. Aprendem isso por meio das sensações tácteis que as trocas de carícias determinam; notam que a excitação determinada por olhares de desejo não são de natureza diferente, de modo que perdem a ingenuidade e parte do medo que eventualmente experimentaram pelo fato de terem crescido e se tornado atraentes, e com isso aprendem a lidar com sua sexualidade. Percebem que muitas moças podem usá-la como arma de sedução e de humilhação em relação aos rapazes, mas nem sempre seguem por esse caminho.
Um outro grupo de moças, nada pequeno, percebe o poder que elas têm aos olhos dos homens, o qual será tanto maior quanto mais forem capazes de se vestir e de se comportar de determinados modos que eles sintam como particularmente excitantes. A excitação que isso lhes causa pode provocar uma certa perturbação íntima, mas aprendem a sentir mais prazer em provocar o desejo do que em sentir qualquer tipo de excitação sexual que não seja aquela derivada do exercício da vaidade. Para elas, despertar o desejo dos homens, tê-los rendidos aos seus pés torna-se o mais importante. Nesse caso, existe o benefício simultâneo de dois componentes do processo: a vaidade e o desejo agressivo; o ingrediente vingativo e invejoso passa a participar ativamente do fenômeno sexual. Aliás, é por razões dessa ordem que ainda temos muito que pensar sobre a dramática associação, presente, em doses variadas, em quase todos nós, entre sexualidade e agressividade. Para tais moças, como regra as mais atraentes, o poder sensual se torna um instrumento de dominação, humilhação e uma arma muito poderosa. Sim, porque sabemos o quanto os homens são sensíveis a esse tipo de encanto.
Não posso deixar de registrar um importante subproduto derivado desses processos psíquicos tipicamente femininos e que têm a ver com o poder que, sem muito esforço, passam a ter a seu dispor. Surge uma importante e grave tendência, na maioria das moças mais atraentes, a se acomodarem na condição privilegiada que a natureza lhes criou. São muito bem-sucedidas socialmente, assediadas, convidadas para muitas festas e sempre muito bem recebidas pelos rapazes; tudo em virtude de suas propriedades inatas, de sua aparência física. Elas sabem que o mundo se curva aos seus pés, e que isso acontece mesmo que não façam nenhum esforço. Têm acesso ao que é tido como o que há de melhor sem ter que fazer outra coisa senão existir e se manter atraentes. Poucas são as que compreendem, na mocidade, que tais propriedades não durarão mais que umas poucas décadas e que seria importante que cultivassem outras prendas, tanto morais como intelectuais, capazes de gerar competências práticas que pudessem torná-las criaturas verdadeiramente independentes e produtivas. Julgam-se muito espertas porque têm tudo "de mão beijada" e não percebem que estão construindo um futuro muito sombrio para si mesmas.
quarta-feira, 3 de agosto de 2011
O Que Motiva o Homem Conquistador ??
Vou postar trechos do Psicoterapeuta Flavio Gikovate. Livro : O FEMININO
Conduta masculina muito típica do conquistador: o homem se mostra, sem muita dificuldade, encantado por uma dada mulher; faz de tudo para seduzi-la dando-lhe demonstrações de enorme interesse humano, quando, na verdade, o real interesse é essencialmente sexual; consegue induzi-la à intimidade física e depois desaparece de sua vida, fazendo-a sofrer muito; este último procedimento decorre do ingrediente agressivo, vingativo mesmo. É como se aquela mulher estivesse pagando por todas as outras que lhe despertaram o desejo. Desaparecer depois de seduzi-la é humilhá-la, fazer com que ela sinta dores similares às que ele sentiu quando as mulheres em geral o rejeitaram, especialmente durante os anos da puberdade. Muitos são aqueles que gastam boa parte de sua energia, ao longo de toda a vida adulta, nesse tipo de atividade, na qual não estão buscando apenas prazeres eróticos intensos, mas também tentando resgatar a auto-estima que perderam durante os anos da adolescência.
sexta-feira, 8 de julho de 2011
O Amor : Sobre o Olhar Machista!
A primeira pessoa que relacionamos ao sentimento amor, é a nossa mãe.Sentimento que envolve alguém que nos carerrgou;nos alimentou;cuidou de nós . Ou seja relacionamos amor a todo um aparato de comodidade,dependência e aconchego. Amor seria uma plena satisfação física , emocional , sentimental ,psicológica ...Quando criança sempre temos um pouco de paciência para aguentar qualquer insultos,menos os que são dirigidos a nossa mãe.Nos tornamos guerreiro em defesa do objeto do nosso amor : Mãe. Chegamos adolescência e aqui começamos a misturar dois aspectos: Amor e Sexo. Creio que a partir daqui o homem , vai misturando tanto ambos que o amor fica obscurecido pelo sexo.Levando em conta que na psiquê do homem, o sexo em quantidade é a "certeza" do quanto é macho. Motivação masculina cheia de egoísmo,enquanto amor é compartilhar com alguém.Normalmente o homem refere-se o ato sexual como sinônimo de amor.O amor pode se manifestar através do sexo mas nem todo sexo é manifestação do amor.
O ideal do ser macho,transmitido pela cultura machista é desprovido de valores sentimentais...Não chore pq vc é homem..sensibilidade é coisa de mulher.... Vivemos um dilema: Queremos chorar por aquela cena romântica que toca o nosso ser real.Mas temos que sufocar o choro, porque ali tá a "prova" que não sou " tão" macho,e temos que segurar a lágrima que começarem a correr pela face,para não ferir o "'ideal" do homem machista.'...vamos crescendo em busca da auto afirmação masculina,mesmo que para isso temos que "domar" as nossas caracteristicas sentimentais. O amor, e sua ligação direta com o sentimentalismo, o torna algo secundário para os homens.Admiramos as histórias amorosas mas as preterimos na hora de vivênciá-las em busca da idealização machista..Ao fato que a palavra amor ,é costumeiramente usada para designar muita vezes o ato sexual.O amor nos traz a lembrança desde a infância de aconchego e dependência de outra pessoa. Ao invés do Sexo,desde as primeiras experiência, um sentido mais individual . E muito mais pertubador e inquietante, tanto fisico como emocional.
No jogo das relações sentimentais, paquerar,namorar,noivar e casar ...Diria que a espécie masculina "joga",não com o objetivo de encontrar o elemento amoroso.Ele procura auto realizar o ser machista. Diria que existe mais empenho no homem no jogo da conquista do que na mulher conquistada.Ele sabe usar neste momento, aquilo que classificamos como sinais de romantismo,não como o fim em si mesmo. Mas o meio mais rápido para mais uma conquista ,ele procura na quantidade a prova para si,da sua "eficiência" masculina.O realizar da imagem masculina sobrepõe a realização amorosa.Não porque sejamos desprovido do desejo de viver intensamente um verdadeiro amor.Diria que não conseguimos nos livrar do ideal machista.Vivemos um paradoxo : Um conceito do ser masculino em contradição com o que sentimos como ser masculino.
Claro que à esperança .E ela está numa nova definição do ser masculino.Tanto a partir do próprio homem; das mulheres e da sociedade!....Quando os gestos amorosos foram valorizados. Ou hoje um homem romântico teria mais êxito com as mulheres do que um consumista ? Um cartão de crédito é menos desejado do que um buquê de flores ? O homem basta começar a viver da mesma forma que escreve sobre o amor.Pois os poetas e escritores desnudam sem nenhum tipo de restrições,o que vestimos,calçamos e nos ornamentamos com valores machistas, Para nos escondemos de vivenciar o : AMOR.
sábado, 18 de junho de 2011
Sexualidade :Falsa Superioridade Masculina!
Através da vivência do universo masculino e algumas leituras que fiz na vida,colocarei algumas impressões sobre a sexualidade do ponto de vista masculino.A verdade que fui motivado a escrever depois de postar um comentário no blog mulheressábias sobre o tema sexualidade.
Nós como nascemos, recebemos dos nossos ancestrais valores,usos e costumes,como se fossem verdades absolutas. Ou seja vamos crescendo para nos adaptar aquilo que recebemos ser a única maneira correta de ser e pensar e na sexualidade não é diferente, principalmente numa sociedade alicerçada no machismo. A sexualidade no mundo não cristão é tratado como a teoria do copo dágua: Tá com cedo pegue e a mate.Enquanto no meio Cristão é visto como algo profano e gerador de sentimentos de culpa.Como se Deus tivesse feito o homem até o umbigo e satánas o resto.
Para nós,homens,a genitália nos é ensinado desde cedo como parâmetro e talvez única que usamos para saber a "intensidade" de nossa masculinidade.Com o tempo vamos descobrindo novos meios para descobrir o ser masculino. Enquanto garoto,quando estamos em grupos,ficamos medindo o tamanho do membro,para saber como estamos "desenvolvendo" nossa masculinidade. Chegamos a adolescência e a pressão nesta fase é para temos a 1ª experiência sexual. É colocar em funcionamento o orgão,sem se importar com qualquer ouro aspecto ou seja,emocional,psicológico.... Imagine a festa dos pais,quando o filho homem chega em casa e afirma,que "molhou o biscoito". Agora imagine a filha,chegando em casa e afirmando que "umedeceu um biscoito "?.Quantos homens que não conseguiram êxito na sua primeira experiência sexual,como deve se sentir,em ter "falhado" na prova cabal de sua masculinidade ? Pois em toda área de nossa existência,as primeiras experiência são mais propícia ao fracasso ,ou melhor,outro meio para aprendizagem correta. E aqueles que na fase da adolescência a ultrapasa sem nehuma experiência sexual ,será tratado de tudo,menos de fazer parte da espécie masculina.
O homem com esta obsessão pelo orgão genital,torna-se egoísta em suas relações. Procura uma mulher, não para construir uma relação,mas em primeiro lugar satisfazer este apetite sexual ,é capaz de várias relações nos primeiros dias de casamento. Para provar para si e depois para mulher que é o macho ideal.Depois a intensidade vai diminuindo...O verdadeiro ser masculino troca a quantidade de relações pela intensidade das mesmas. O homem focado na genitália como medidor de sua masculinidade, deixa de construir relações maduras e intensas. Assim escolheu durante muito tempo casar com com mulheres virgens,não por uma questão moral,mas para não ser comparado sexualmente e o pior dos pesadelos masculino, ser classificado inferior ao outro que possuiu sua mulher.Mesmo com este padrão de exigência da virgindade para casar,continuou buscando fora de casa mulheres, não tão "virtuosa ", como as que exigia para casar. Com estas mulheres que eles desclassificam moralmente,se sente à vontade,sem medo do "pesadelo" masculino.
No imaginário masculino,ele é quem "possui" a mulher; Ela se "entrega" ao homem. A sexualidade é vista pela espécie macho,como sua superioridade. Quando na verdade não o é. Uma mulher consciente de seus dotes sensuais dificilmente ficará só,aonde quer que esteja.O coitado do homem precisa obter ou sucesso financeiro ou profissional (Vide Ronaldo...),para ter chance de se aproximar de alguma mulher que deseja. Ou é coincidência que os grandes inventores são masculinos ? Sim,para chamar atenção das mulheres os homens foram transformando a própria sociedade. O homem busca fora de si (Dinheiro,fama...)meios para alcançar as mulheres e Elas basta usar a sua consciência feminina.
Assinar:
Postagens (Atom)





